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Sobre Jerônimo Coelho

Nascido em Laguna a 30 de setembro de 1806, Jerônimo Francisco Coelho foi um jornalista, militar e político brasileiro.

Aos 3 anos de idade, seu pai, Antônio Francisco Coelho, juiz ordinário da Câmara de Laguna, muda-se com a família para a Corte Imperial no Rio de Janeiro, seguindo poucos anos depois para a Província do Ceará, onde foi nomeado Comandante de um Corpo de Infantaria e Inspetor das Tropas. Antônio adoece e retorna à Corte Imperial em 1815, onde faleceu.

Após o falecimento do pai, são encarregados seu tio, João Francisco Coelho, e sua mãe, Francisca Lina do Espírito Santo, a dar sequência a sua educação. Ele matriculou-se na Academia Imperial Militar em 1820, iniciando uma renomada carreira que o levou a ser promovido até o cargo de Brigadeiro do Exército Brasileiro, em 1844, tendo atuado em diversos conflitos no período imperial.

Em 1831, vivendo em Desterro como Capitão do 2º Corpo de Artilharia, Jerônimo introduziu o prelo, um aparelho de impressão gráfica, que permitiu a criação do primeiro jornal de Santa Catarina: O Catharinense. Embora de curta duração, o semanário inaugurou o jornalismo no Estado, com sua primeira edição circulando em 28 de julho de 1831. No ano seguinte, também lançou um segundo jornal: O Expositor. Dessa forma, Jerônimo Francisco Coelho é considerado o fundador da imprensa catarinense. O maquinário utilizado para imprimir os jornais está preservado no Museu Anita Garibaldi, em Laguna, sua cidade natal.

Além das carreiras militar e jornalística, Jerônimo foi um exímio político, tendo sido, ao longo de sua vida, diversas vezes, Deputado na Assembléia Legislativa Provincial de Santa Catarina e na Assembléia Geral Legislativa, Vice-Presidente da Província de Santa Catarina, Presidente da Província do Pará e da Província do Rio Grande do Sul, além de servir como Conselheiro do Imperador e Ministro da Marinha e da Guerra do Brasil.

Sua obra literária foi principalmente jornalística, além de discursos, trabalhos profissionais, pareceres e relatórios. Foi membro da Academia Catarinense de Letras (Cadeira 17), e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Jerônimo Francisco Coelho faleceu em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, a 16 de janeiro de 1860. Renomados historiadores, como Oswaldo Rodrigues Cabral, o consideram como o mais destacado político catarinense de seu tempo. Atualmente, diversas cidades catarinenses possuem ruas nomeadas em sua homenagem, incluindo a própria capital, Florianópolis.

Fonte: http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/420-Jeronimo_Francisco_Coelho